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terça-feira, 17 de março de 2015

O Som da cidade

Era um dia normal, ele caminhava apressadamente por uma rua movimentada e, naquele instante, observou o silêncio. Um martelo batia numa parede qualquer, sim! Um trabalhador deixou cair barras de ferro, inegável! Mas, todos andavam quietos, olhavam fixo o nada, um silêncio exterior atordoante. E de repente os pensamentos alheios gritavam em sua mente. Ele sabia que todos, ali, pediam socorro por motivos pessoais. Choravam em algum canto da mente. Gritavam com o coração que acelerava. E de canto de olho sabiam o que queriam, mas não o porquê! Eles estavam perdidos e absortos. Mas não sentiam.
Ele que sentia o silêncio externo, percebeu que se movimentavam como o trem sobre os trilhos. Seguiam uma linha! Era tudo cinza. Ninguém falava a respeito dos porquês, ninguém conversava com quem estava ao seu lado questionando os cabimentos... Ele olhava e percebia que o grito que a cidade dava era advindo do silêncio das pessoas! Era muita gente e pouco ser humano. A maioria era formada de Homens - o animal Homem - limpos. Depilados, cheirosos e bonitos visualmente. Mas que de uma maneira moderna só caçavam para sobreviver. E por mais luxo que tivessem, não percebiam a sub-vida que levavam. Ele se colocou em silêncio e se misturou a multidão...

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