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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Armani, agora, é o novo preto

Cap. 06: Obrigado, "Babilônia Encantada"

Meu relacionamento com Armani-do-Martini ia bem. Era um namoro de alguns meses. Nos víamos com certa frequência. Ele tinha um bom relacionamento com meus amigos Felipa e Armani-nerd. Mas, se essa história fosse bonita, ela seria como a música do Leoni, Lado Z: “delicadeza e doçura não fazem muito sucesso, nem alegrias de bolso e nem amor que deu certo.” - Assim a história que se segue aconteceu toda dentro de uma boate chamada “Babilônia Encantada”, boate com cinco ambientes: Pista de música eletrônica, pista de música pop, Choperia, Área de fumantes e Área externa, um terraço.

O que aconteceu na CHOPERIA:

Felipa e Armani-nerd estavam terminados com seus boys. Assim decidiram se libertar aquela noite, já que pouco íamos a baladas. Armani-do-Martini disse que trabalharia numa festa como fotógrafo e pediu que eu me divertisse.
Assim que eu, Felipa e Armani-nerd entramos, nos deparamos com a Choperia. Armani-nerd e Felipa buscaram seus enormes copos de chopp – entenda que não eram dois chopps, um para cada, mas eram seis, três para cada - e se infiltraram entre a multidão, enquanto preferi beber um pouco no balcão.
Um copão de chopp, dois, três e no quarto eu estava em transe. Sentado do balcão ouvia ao longe o som de Over, da Tove Lo, vindo da pista de música pop. Quando reparei um rapaz com um olhar sombrio em minha direção, a princípio ele parecia vestir uma blusa muito estampada, no entanto, tinha os dois braços cobertos por tatuagens. Seu olhar era emoldurado por cílios extremamente negros. Ele se levantou para a minha direção, mas eu preferi evitá-lo. Assim saí da choperia...

O que aconteceu na PISTA DE MÚSICA POP:

Entrei com dois copos – ambos para mim, claramente – para a pista de música pop, eu poderia comentar qual música tocava, se eu lembrasse. As luzes eram bem distribuídas e um tanto quanto alucinógenas! A pista tinha uma parte mais funda e ostentava partes mais altas pelas suas laterias. Da parte mais alta, numa das laterais, a qual entrei, avistei Felipa e Armani-Nerd. Ambos estavam animados, dançavam desesperadamente. Eu estava um pouco sensibilizado e comovido pela quantidade de bebida que ingeri. Assim olhei para Armani-Nerd com certa ternura. Olhei seu rosto sob os efeitos da luz, seu sorriso e o suor singelo que escorria por sua testa. Olhei tudo a minha volta e todos pareciam sombras perto de Armani-Nerd. Decidi fazer uma loucura, da qual eu pensei que poderia me arrepender depois do efeito da bebida, mas, que no entanto, me parecia o correto naquele momento. Quando coloquei meus pés sobre o primeiro degrau para descer em direção a parte baixa da pista, lancei meu olhar em direção aos meus amigos; as luzes alucinógenas ganharam um tom grená ondulante; a música dessa vez eu lembro, era uma música um tanto quanto antiga, mas que figurou bem o momento, Just Can't Get Enough, do Black Eyed Peas! Figurou o momento, pois nesse instante, um cara começou a beijar Armani-nerd. Eu terminei de descer as escadas e fui caminhando pelo canto da pista, antes de sair desse ambiente da “Babilônia Encantada”, quando me virei para olhar mais uma vez para Armani-nerd, me deparei com o rapaz das tatuagens outra vez. Um pouco assustado com esse stalker, acelerei o passo em direção ao outro ambiente.

O que aconteceu na PISTA ELETRÔNICA:

Eu já não estava muito bem, com o passo acelerado, acabei trombando e derramando um copo de cerveja numa modelo famosa na cidade, Érica. Além de linda, ela foi simpática. Pediu desculpa, mesmo a falha sendo minha. E puxou conversa tentando descobrir se eu estava bem. Ela me colou perto de uma barra de proteção para a pista de música eletrônica, e disse que buscaria água para mim. De onde eu estava consegui avistar em meio a multidão, na pista de dança, Armani-434 dançando com o José. Meu estomaga embrulhou, desviei o olhar, as batidas da música sincronizaram com as do meu coração. E meu olhar se deparou com Armani-do-Martini, ele estava acompanhado de uma amiga fotógrafa dele, a Edilena, pouco tive contato com ela. Mas a questão era: O que Armani-do-martini estava fazendo ali? Ele mentira pra mim? Ou estava apenas se divertindo após o trabalho?
A música alta em sincronia com meu coração. Meus olhos perplexos avistaram Armani-434 e José passarem por Armani-do-martini, acenando para ele os seguissem em direção à Área de fumantes. Desci as escadas correndo!

O que aconteceu na ÁREA DE FUMANTES:

Ao abrir a porta da área de fumantes me deparei com a cena: ambos com uma mão pra trás seguravam cigarros acesos. Enquanto um beijo triplo acontecia entre José, Armani-434 e Armani-do-martini. Quando eu ameacei a cair, senti quando duas mulheres me seguraram, eram Érica e Edilena. A primeira disse:
- Eu pedi pra esperar a água. - Enquanto a segunda falou: - Eu avisei a ele que você estava aqui. Mas ele disse que você não se importava.
Nisso, Armani-do-martini parou o beijo e veio em minha direção sorrindo, enquanto dizia: - Olha, você está mesmo aqui.
Edilena interveio: - Você disse que ele não se importava! - pausou por um instante com olhar de fúria e prosseguiu: - Vamos, Érica, me ajude a levá-lo para o terraço!
Enquanto subíamos, ouvi Armani-434 dizer: - Calma, vai ficar tudo bem...

O que aconteceu no TERRAÇO:

Eu estava bem, na medida do possível. Érica e Edilena me fizeram companhia. Depois, Felipa, Armani-nerd e um rapaz lindo que estava com Armani-nerd chegaram dizendo que foram avisados do que houve comigo. Depois de terem uma conversa rasa sobre o ocorrido, naturalmente, perguntei como souberam. Armani-nerd apontou para o outro lado do terraço e disse: - Aquele tipão todo tatuado que nos disse e nos trouxe até aqui. - Um pouco perplexo pensei que as aparências enganam, embora ele fosse um stalker, não era de fato invasivo. Afinal, respeitou o meu espaço e ainda assim buscou aconchego para mim de alguma forma...
Quando me aproximei dele sorrindo, ainda sem graça, com certo charme ao coçar o queixo ele disse: - Não pense que sou stalker. Eu estava, realmente, te olhando. E tentando fazer com que me desse uma chance. Mas, quando o vi no fumódromo, chocado ao ver os dois Armanis com José, fiquei comovido, pois já passei por essa situação.
Assustado em perceber que ele conhecia o trio, perguntei: Como assim?
- Eu era o terceiro Armani e aquele trio de poliamor era um quarteto, mesmo que eu só tenha descoberto a tara pelos nomes iguais e que eu fazia parte de um quarteto bem mais tarde...

O que aconteceu na MINHA CABEÇA:

O estouro: Boom!!!

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